Lilypie 5th Birthday Ticker

Lilypie 1st Birthday Ticker



Estamos de casa nova: pedroeluiza.blogspot.com!!

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26/09/2008
Sentimentalóide...


O Pedro se expressa.

Se eu brigo muito com ele, no fim do dia ele solta:
-Hoje você brigou demais comigo, eu não gosto...

Ou:
-Mãe, eu te amo.... e amo a Luiza... eu amo todas as pessoas da nossas cidade...
Aí eu comecei a rir e ele disse:
-É verdade.. por que isso (parou e pensou), faz parte do nosso coração...

Ou:
Caco ouvindo um cd que eu gravei com músicas românticas beeeeem antigas e ele junto:
-Pai, tira essa música, tá me deixando muito triste...

Ou:
Com ciúme da minha atenção pra Luiza enquanto ele se preparar pra dormir, ambos na minha cama:
-Ela nasceu só pra você brincar, é?

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12/09/08
Colocando a casa em ordem...



Pobre Pedro, até o blog tá largado...
Tenho mais de dois meses de notícias atrasadas, vou tentar resumir... o que eu lembrar...rs

Em julho teve festa Junina na escola. Pedro dançou com a Tainá. A menina o pegava pela mão (antes e depois da dança) e levava pra cima e pra baixo. Durante a dança ele me olhava com cara marota e depois os dois quiseram tirar foto.
Quando voltamos pra casa, ele me pediu pra comprar um presente pra ela. Fiquei meio sem ração, perguntei o que ele queria dar e ele disse: um brinco!



Uns dias antes da Luiza nascer, Pedro chorou de noite, pedindo pra ela nascer logo...
Que coisa... rs

Ele ficou todo encantado com a Rebeca, minha doula, que ficou com a gente por duas semanas. Fez questão de agradá-la, fez combinados com ela, prometendo obediência e comer mais verduras e legumes. E depois que ela foi embora ele fez um desenho fofo e me disse: - Nossa família! Quando perguntei quem eram as pessoas, ele disse: Eu, meu pai, você e a Luiza (num sling!) e a Rebeca!
Ela foi muito atenciosa com ele, até nos ajudou a pintar a parede do quarto:



Desde que a Luiza nasceu, o comportamento dele deu uma reviravolta. Ele não demonstra ciúme, mas está um pentelho de marca maior. Mais insistente do que nunca, absolutamente inconformado com qualquer resposta, até as que concordam com ele, manhoso e chorão. Já me disseram que a tendência é piorar... Que ótimo! rs

Mas com a Luiza ele é um fofo. Super preocupado com o choro, apaga a luz dizendo que incomoda ela, beija, quer pegar no colo, controla até as mamadas... Acha o máximo que as pessoas dizem que a Luiza é linda e parecida com ele...



Ele recebeu a visita das avós e claro foi mimado por elas.





As aulas recomeçaram e ele teve problemas por lá. Até a diretora foi conversar com o Caco um dia. Pedro vive num clima de guerra e paz com o melhor amigo, é muito desgastante para todos.

Em casa pra entretê-lo, invento todo tipo de atividade. Mas ele também é bem inventivo e se vira bem sozinho... Constrói pistas de corrida, obras de artes, barracas, etc.





Mesmo não merecendo muito, ele ganhou uma bicicleta, por que a dele foi roubada e eu morri de dó de vê-lo andando pelo quintal com uma motoca minúscula (tipo tico tico).



No mais ele continua o mesmo: falastrão, engraçado, oferecido... e lindo!

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26/08/08
Ela completou um mês... e eu comemoro com o relato do parto...


Sobre a gestação e o parto.
Esta gestação foi esperada muito mais do que qualquer outra coisa na minha vida.
Durante muito tempo eu esperei pela vontade de ter outro filho, por que desde que o Pedro nasceu eu tinha a vontade de ter outro parto. O trabalho de parto dele acabou em uma cesárea desnecessária que por muito tempo assombrou meus pensamentos.

Só quem enxerga o parto e nascimento como eu, pode entender do que estou falando. Para as outras pessoas (a maioria) minha frustração não tem lugar, nem sentido. É só um capricho.
Depois do nascimento do Pedro, eu questionei tudo o que eu sabia sobre o assunto, eu quis desistir de aconselhar outras mulheres, quis abrir mão de ser doula, quis ser como as pessoas "comuns". Mas felizmente, este universo é maior do que nossos medos e anseios, é maior do que a cultura que se apresenta "lá fora". Então eu me mantive neste caminho.

Não foi fácil. Foram anos de elaboração.
Doular voluntariamente foi como um bálsamo. Todas as semanas apoiando outras mulheres no momento do parto, podendo ver com meus próprios olhos que as coisas acontecem sim (quando o sistema permite), o parto é possível e pode ser bom (diferente do que vemos na mídia e das histórias pavorosas que ouvimos), que a informação é o caminho para partos dignos, que manter-se ativa durante o trabalho de parto faz muita diferença e que ter apoio (da equipe, do marido, da família) durante a gestação e principalmente no parto, pode ser fundamental.

Quando finalmente decidi engravidar, apareceu um acompanhamento particular atrás do outro (como doula). Por algum motivo ainda não era a hora de ela vir... Os planos foram adiados por mais um ano.

Fizemos como da outra vez, atentos ao período fértil, tentando ajudar a natureza a nos dar uma menina e assim foi. No fim das contas, ela foi concebida justamente no dia em que nós demos menos atenção pra brincadeira...rs

Esta gestação foi diferente da do Pedro em alguns aspectos. Eu me senti muito mal até 12 semanas e muito cansada também. Tendo um filho em casa não dá pra descansar a qualquer momento. Foi meio complicado no começo, mas eu sempre mantive o pensamento positivo. Gosto de estar grávida!

Comecei o pré-natal com o GO, mas burlava o sistema dele. Não por desrespeito ou falta de confiança, mas por que não era o tipo de assistência que eu queria. Mesmo assim, achava importante ter um nome como referência, alguém que me conhecia e sabia o que eu queria, caso eu decidisse por ou precisasse de atendimento hospitalar.
Depois comecei a fazer o pré-natal no hospital universitário também. Lá as consultas são realizadas por enfermeiras e estudantes de enfermagem (hospital escola), os exames são feitos trimestralmente e qualquer exame complementar só é realizado se houver necessidade e não por excesso de zelo.

Aos poucos fui percebendo que a expectativa do médico em assistir o parto de uma doula, de uma mulher que sabia o suficiente sobre o processo para não aceitar certas condutas, era grande demais.

Então comecei a preparar o terreno com a enfermeira que fazia meu pré-natal. Eu sabia que ela tinha acompanhado um parto domiciliar poucos meses antes. A mulher em questão me procurou pra saber da realidade de Maringá e estava decidida que teria um parto domiciliar, mesmo sem assistência. Mas na última hora, ela chamou a Deise e ela foi, com a cara e a coragem.
Pra mim isso foi muito significativo. Ninguém que não estivesse com intenção de mudar, de iniciar um novo caminho na carreira, aceitaria assistir um PD assim, de última hora...

Propus pra Deise que me acompanhasse no PD, ela não disse nem sim nem não. Mas falou do outro atendimento, de como foi bacana, que ela acreditava no parto e na mulher, etc.
Até que eu voltasse pra próxima consulta, quase um mês depois, morri de angústia! Queria uma definição...

Em casa a certeza era definitiva. Nem eu nem Caco tínhamos dúvidas de como a Luiza viria ao mundo. Para ele era importante apenas saber quem estaria comigo, muito mais do que onde ou como ela ia nascer. Caco foi um grande companheiro nesta caminhada, não foi contra o meu desejo, não colocou qualquer obstáculo no meu caminho... Tudo bem que eu não trabalhei isso com ele só quando engravidei, a "aporrinhação" começou logo após o nascimento do Pedro... Mas ele não aceitou simplesmente, ele realmente estava ao meu lado.

As dúvidas que surgiram serviram pra colocar à prova o meu desejo, meu conhecimento, a minha confiança. Eu precisava saber que queria o parto desta forma não por capricho ou modinha, mas por que era assim que faria sentido, que corresponderia à minha crença, aos meus princípios, à tudo aquilo em que eu acreditava.
Tive sonhos ruins, questionei a necessidade de enfrentar o sistema, fiquei imaginando a encheção de saco da família e a cara de descrença das pessoas ao redor e concluí que isso tudo era pequeno demais pra ser determinante na minha decisão.

Mais do que o parto domiciliar e quem seria a assistência, tomava meu pensamento se ela nasceria aqui em Maringá ou se eu teria que me deslocar até São Paulo. Sem definir isso, não dava pra definir quem seria a assistência e vice-versa.

Meu plano inicial era trazer a Ana Cris de São Paulo, mas sabia que a distância seria um grande empecilho. Foram muitos emails trocados com Socorro, Rebeca e AC, até eu definitivamente abrir mão de ter a AC comigo (prioritariamente) e focar minha energia no atendimento local.

A confirmação definitiva da enfermeira veio quando eu estava com 31 semanas de gestação. A Deise queria apenas que tivesse outro profissional com ela, pra que ela pudesse cuidar de mim e a outra pessoa da Luiza, caso a gente precisasse de uma atenção mais efetiva no pós-parto imediato. Deixei que ela escolhesse entre uma amiga enfermeira dela, uma pediatra e a AC. Ela ficou de pensar...

Neste dia saí do HUM com um sorriso de orelha a orelha. Sentei no banco do ônibus, olhando pra fora e rindo, com vontade de chorar. Eu sabia que ia dar certo, sentia no fundo da minha alma que não existia outro caminho pra mim, mas foi muito bom ouvir que ela topava!

Deste dia em diante eu fiquei muito mais tranqüila. Não me preocupei mais com o parto. O único porém que rondava minha cabeça, era que a Luiza estava posicionada do lado direito do útero. Mas após algumas trocas com as doulas amadas (do Brasil e as Radicais) e "ler" várias e várias vezes que isso não faria a menor diferença, desencanei de vez.

Tive mais uma consulta com o GO e fiquei desapontada com a conduta dele. Então abri o jogo sobre os meus planos, mas disse que só abriria mão de tê-lo como referência, se ele não quisesse mais me acompanhar. E ele não quis. Disse que ficaria apenas na torcida. Eu teria gostado se fosse com ele, por que é uma pessoa que eu respeito e confio. Queria que ele tivesse entrado nesse caminho comigo. Paciência...

Em algum ponto no meio disso tudo, a Rebeca, minha doula, deu sinais de que não tinha certeza se conseguiria vir (de Minas) , por que não teria com quem deixar seus filhos. Passei uma noite de cão, pensando e chorando e no fim tive a sensação de que esta dúvida foi como um ponto definitivo. Serviu pra eu ter certeza absoluta de que faria o que fosse preciso pra ter ela comigo, e por conseqüência, conseguir qualquer outra coisa com relação ao parto. Também serviu pra aliviar as tensões, pra me permitir viver um pouco a fragilidade do momento, já que tamanho foi meu empenho pra ajeitar todas as coisas, que não vivi este outro lado da gravidez...

Nos dois últimos meses, acompanhei dois partos que foram muito inspiradores e me encheram de uma nova esperança, de confiança, de certeza. Aparei um bebê e ajudei o outro a nascer na água. Foram partos lindos! Obrigada Edi e Kelly por permitirem que eu estivesse junto com vocês nestes momentos inesquecíveis!

A esta altura, o quarto da Luiza estava pronto, faltava colocar as prateleiras na parede e as roupas só precisavam ser lavadas.
Chegou um momento em que eu só tinha que esperar por ela. Pelos primeiros sinais do meu corpo. E eu o fiz sem nenhuma ansiedade. Pelo contrário, ficava até triste quando pensava que a gestação ia acabar...

Dia 07/07 tive as primeiras contrações de início de pródromos. Durante a madrugada, doloridas, com intervalo de 40 minutos, durando 10/20 segundos.
Não fiz nada pra estimular, já que Rebeca só chegaria no domingo.

Rebeca chegou 12 dias antes de Luiza nascer. Falamos muito sobre tudo, mas muito mais sobre partos: o meu e os das listas e de nossas doulandas e voluntariados.
Ela cuidou de mim mesmo quando não precisava, dando atenção ao Pedro, lavando a louça ou fazendo nossa comida. Durante a noite, quando chegavam contrações doloridas de ensaio, ela massageava meu pé ou fazia chazinhos. Compramos ervas para escalda pés, fizemos pão de queijo, depilação em casa... Bem divertido...rs

Uma semana antes do nascimento, no dia em que a gente achava que seria o dia dela, fiquei o dia todo batendo perna, assistimos "Nascendo no Brasil" e "Comadres e Madrinhas".
Logo depois, as minhas parteiras vieram aqui (trouxeram uma rosa), Caco chegou com alguns materiais comprados (gaze, polvedine e afins), nós demos uma escutadinha na Luiza e elas foram embora.
Jantamos, tomamos vinho, Rebeca fez um escalda pés cheiroso e um chá de canela, cravo e gengibre delicioso.
A lua estava cheíssima no céu... Não lembro se foi neste dia que nós três (eu, Caco e Rebeca) ficamos no quintal, cantando rimas ridículas pra lua e morrendo de rir: ó lua, lua ó, faça começar logo esse borogodó, ó lua, cadê você?, faça começar logo esse TP...rs

Então às 3h da manhã tive que pular da cama, por que estava impossível administrar as contrações deitada. Andei, rebolei, acocorei. Acordei o Caco: 5 em 5 minutos, durando 1 min...
Fiquei assim até 4:30h, decidi tomar banho. Fiquei lá quase meia hora, a sensação de dor diminuiu bem, mas as contrações não pararam. Saí, Caco dormia. Sentei na cama e tentei relaxar. Acabei cochilando, decidi deitar, tive mais algumas contrações e dormi! Acordei às 7h.
Rebeca e Pedro dormiam, nem suspeitavam do que tinha acontecido e eu fiquei na expectativa pra ver se começava tudo de novo. Mas não começou...

Segui com pródromos diários até o dia 22, terça feira, dois dias antes do dia P. Neste dia, madruguei com contrações doloridas e ritmadas, seguiram doloridas e descompassadas, no decorrer das tarefas domésticas seguiram presentes, suportáveis e aleatórias...rs

Tava aqui limpando o chão e senti um quentinho, líquido, não deu pra saber se era água ou xixi... Lavei quintal (o dia estava lindo, mas fechou e choveu em menos de meia hora), tomei banho, aqueci os pés, deitei e cochilei por 20 minutos acho.

Almocei, descansei um tico e fui andando até o correio... Nesse tempo, umas 3 contrações doloridas, curtas. Dormi com Pedro por uma hora, quando acordei, senti uma contração dolorida. Ficamos em alerta. Liquido limpo, não saiu mais. Nenhum outro sinal, além de discreta perda de tampão ainda.

Minhas parteiras estavam "ligadas", embora eu não tenha dito nada disso pra elas... Rebeca achava que elas temiam que nós não as chamássemos...

Quarta, dia 23...
Eu tive uma noite danada. Tava com contrações de 10 em 10 minutos, durando um minuto, durante 6 horas.... Claro, diminuíram pra 8, 6, voltaram pra 10... E de repente, parou de um jeito que eu dormi mais de uma hora. Acordei assustada, tipo: cadê meu TP que tava aqui? Levantei, tive mais algumas contrações, deitei e dormi de novo.

Desde as 6h da manhã eu estava com contrações ritmadas, mas muito curtas. Não saiu mais líquido, bcf 120, perda de muco 'sanguinolento'... Ligamos pra parteira e ela disse que viria aqui de manhã, mas que estava tranquila, por que nós estávamos tb...

Eu não temia o desenrolar lento do TP. Mas por causa do rompimento da bolsa, que nem tive certeza se era mesmo, tive um pequeno surto, um ataque de insegurança. Todo TP tem seus fantasmas e o meu era a bolsa rota, por que foi assim que o TP do Pedro começou. Escrevi pra Ana Cris e Socorro Moreira, pedindo um apoio moral e levei uma sacudida da Ana, coisa que só quem a gente confia muito pode fazer mesmo!

E dali em diante tomei o processo pra mim de verdade. Decidi que não ia mais pensar em tempo, bolsa rota e conduta de parteira. Eu estava preocupada que ela tivesse essa limitação de tempo com bolsa rota, que teoricamente completava 15 horas... Mas a verdade é que desde ontem às 20h não senti mais descer liquido nenhum. E ela mesma se convenceu de que não era a bolsa e que eu estava em pródromos e que por isso não tínhamos com o quê nos preocupar.

Questionei o Caco, ele disse que a gente tinha que ter confiança no que sabe, por que se a gente vacilasse, ela vacilaria. Que tínhamos que agir com ela da mesma forma como agíamos com os GOs das nossas doulandas. Ele disse: cadê o empoderamento de vocês? rs
E eu perguntei objetivamente se ele confiava que eu fizesse o que achava certo e ele disse que sim...

Antes do almoço, eu decidi sair pra bater perna. Enquanto Pedro brincava no parquinho de areia, eu andava. Tive mais contrações em uma hora de parquinho do que na manhã toda em casa. Depois saímos pra almoçar e pra resolver uns problemas no Detran... Contrações mais fortes, cheguei a ter 3 em 10 minutos. Sentada no carro!! Que coisa horrenda!

De volta pra casa, decidi tomar um banho. As contrações não paravam, mas ficavam mais doces no chuveiro. Conversei com a Luiza de novo, disse pra ela ir no tempo dela, que podia ser vários dias, dilatação lenta, desde que ela encontrasse o caminho pra sair e que eu queria mesmo isso, curtir meu TP, cada contração, cada variada...

Recebi a parteira. BCF ok, não fez toque, demonstrou absoluta tranquilidade e confiança na nossa experiência (eu e Rebeca, enquanto doulas) e ficou combinado que agora ela só viria quando a gente chamasse. A gente apelidou a Deise de "espanta contração" (alusão ao desenho espanta tubarão), por que a dinâmica caia bem quando ela aparecia... Coitada! Tão gente boa... Ficamos encantadas com o atendimento dela e da Samira, muito respeitoso.

Esperávamos que a noite fosse de novos trabalhos, mas estávamos tranqüilos, se tivéssemos que esperar mais uns dias assim... devagar e sempre.

Finalmente: TP!
A noite foi como esperávamos mesmo. Muitas contrações, muita mudança de posição, conversa jogada fora, hora pra rir, hora pra esbravejar... Bola, chuveiro, colo do marido, apoio da doula. Mas ainda era fase latente, que seguiu até a hora do almoço.
Pedimos comida, por que estávamos envolvidos com o TP, Caco nem foi trabalhar, Pedro tinha ido pra casa de uma amiga.

Depois de comer, eu quis (ou um dos dois sugeriu) sair pra andar na rua, mas não consegui chegar no portão. Fiquei no quintal contraindo e gemendo... Era impossível fazer aquilo na rua.

O TP foi tranquilo, apesar de "demorado". Fase ativa mesmo foram umas 7h. Eu me revezava entre chuveiro, cama e Caco. O bicho pegou mesmo depois das 17h, quando as contrações ficaram muito fortes e próximas, sempre no mesmo ponto durante todos esses dias... e eu sem dormir, exausta.

Às 18h eu tava com 7cm (nossa, nem acreditei quando soube...rs), mas a cada contração eu JÁ SENTIA os puxos, não tinha como não fazer força, por mais que eu tentasse me controlar. E no tempo que durava a "dor", o primeiro um terço desse tempo, fazer força fazia doer mais, e depois fazer força fazia passar, aliviava como se nem fosse comigo. Então eu tinha "medo" de fazer força, mas não conseguia não fazer... Que maluquice.

Deste ponto pra frente foi tsunâmico (com licença Cátia Chuba), beirando o desespero. Mas NINGUÉM cedeu, nem Caco, nem Rebeca, nem Deise e Samira (as parteiras) e eu IMPLORAVA que alguém fizesse algo pra me ajudar... Como se tivesse algo a ser feito.
Doía no lugar da contração (um pedaço mínimo da minha barriga, logo abaixo do umbigo, perto da cicatriz), doía no períneo e no ânus. Não tinha posição que aliviasse. De vez em quando eu conseguia relaxar entre uma e outra.
Mas a transição é igual pra todas as mulheres pelo visto e eu cheguei à conclusão que o pior tipo de parturiente, é a doula...rs

Parto
Dilatei e avancei no expulsivo em 2h e meia, fazendo força "fora de hora" e arrancando o resto de colo na marra.
Minutos antes de ela nascer (coisa de umas 6 contrações), senti a cabeça no canal de parto. Senti mesmo, uma coisa enorme no meio das pernas, abrindo espaço. Coloquei a mão e toquei a cabeça dela ainda lá dentro, meio longe. Pedi pra Deise colocar a mão e dizer se era ela mesmo, e era. Na próxima contração, fiz força com o dedo dentro da vagina e senti a cabeça dela vindo rápido. Eu não queria fazer aquele tanto de força, tinha medo de rasgar tudo... mas como eu disse: era impossível controlar. E sentir ela ganhando espaço, me fazia sentir o contrário: mais vontade de fazer força.

Depois disso, apesar de sentir doer mais, eu não desistia de fazer força, porque ela tava vindo... Mas eu gritei, nossa, como gritei e senti queimar tudo, tinha certeza que estava me rasgando toda. Tinha vontade de gritar: tá lacerando no clitóóóóris (que é o tipo de laceração mais ferrada que tem), mas no lugar de clitóris saía períneo...rs
Colocaram um espelho embaixo pra eu ver (eu estava de joelhos no chão, apoiada na cama), quando senti a cabeça dela apontando, inclinei mais pra frente, parei de olhar e fiz mais umas três mega forças. Senti a cabeça passar, depois o ombro e depois o resto do corpo, com um "blupt"... E em seguida um alívio enorme. E logo depois uma ardência imensa.

O Pedro estava no quarto, mal conseguia ver o que acontecia, por que eu me enfiei num canto "entre a cama e guarda roupa". E ele pedia: deixa eu ver!
Rebeca não se conteve, animou-se como líder de torcida! Fundamental a amiga doula animadíssima, me colocando onde eu sempre quis estar: presente no meu parto!
Caco segurava minhas mãos, deitado na cama na minha frente e eu só ouvi ele dizer: Ô meu Deus... e desabar em choro. E ele nem ao menos tinha visto ela, já que eu estava no chão...
A Deise ficou emocionada, dá pra perceber o tom de voz dela no vídeo... Acho que não esperava ser pega desta forma.
A Samira aparou Luiza e cuidou muito tranquilamente, falando baixo e pausadamente.
O ambiente ficou animado. Nada de silêncio respeitoso. E pra mim tudo bem, por que era isso que eu queria: a liberdade de ações e emoções, que só o PD pode dar.

Passaram ela pra mim pelo meio das pernas, ergui o corpo, limpei o rosto e as secreções que saíram do nariz e boca. Ela estava enrolada em panos, mas o quarto estava aquecido (com aquecedor também). Deitei com ela, toda rosa, quietinha, melecada de mecônio. As parteiras ficaram por ali, esperando pra cortar cordão, sair placenta, etc. O períneo ardia horrores, as contrações pra expulsar a placenta eram fortes, depois que cortaram o cordão (Caco e Pedro juntos), pedi pra tirarem, não esperei sair sozinha.

Avaliação do períneo: nenhuma laceração, uma ou duas fissurinhas e uma mãe incrédula...rs
Incrédula e mau humorada! Claro, eu estava feliz por que ela tinha nascido, por que eu tinha enfim conseguido, ninguém se colocou no meu caminho, que máximo! Mas eu só conseguia pensar em como tava ardendo tudo lá embaixo. E em como aquela força descontrolada tomou conta de mim! Eu pensava que ia chorar, viver a maior alegria, ficar em êxtase, sei lá. Mas só conseguia pensar: PQP, o que foi isso??

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Parir dói! E no meu caso doeu MUITO (não consigo imaginar o que seja parir sem sentir dor), por que eu queria desesperadamente espremer a Luiza pra fora. Não dá pra pensar em outra forma de explicar os puxos... E eu estava fora de foco, mas ao mesmo tempo consciente, pensando na possibilidade de edemaciar o colo e ela não conseguir sair... Fazia força ou não fazia? Fazia! Não tinha escolha... Mas a dor do parto passa e o que fica é muito bom!

O Caco pegou a Luiza e foi ligar (chorando) pras pessoas com ela no colo. Depois a Rebeca vestiu a pequena e Pedro tirou a primeira foto segurando a irmã. Rebeca me deu canjica na boca, fui muito mimada! Ela e as parteiras limparam e arrumaram tudo, enquanto eu tomava banho, acho. Nem vi!

Logo recebi torpedo da Socorro, da Dydy e um telefonema feliz, feliz da Ana Cris! Eu me sentia a tal e em comunhão com todas as mulheres que me inspiraram.

Pra fechar com chave de ouro, uma pizza! Como boa paulistana...
Sento no sofá: no SUPER POP Ana Cris, Márcia, Débora, Silvia e Cia, falando sobre parto humanizado, PDS e bebês pélvicos! Nossa, que máximo! Assisti só uma parte e fui dormir tranquila com a Bilula enfiada embaixo do meu braço...

No dia seguinte já não ardia pra fazer xixi. Mas eu tinha a sensação de que tinha passado algo mais que uma cabeça por ali... Coisa que aliás, deixa Caco abismado ainda... rs

Eu olho para os cantos da casa e dou risada sozinha, principalmente no chuveiro. Não preciso dizer como esta experiência mexeu comigo, com minha relação com o Caco, e certamente que vai afetar meu trabalho daqui pra frente.
Disse pro Ric uns dias depois: como tem mulher que escolhe outra coisa?? Acho que nunca vou ter uma resposta que me satisfaça...

Resumindo: foram muitos dias de pródromos, 2 dias de TP latente, 57h de bolsa rota, 7h de TP ativo, um expulsivo relativamente rápido, nenhuma laceração. E parece que passou muito rápido. Eu faria tudo de novo.

Agradeço à todas as pessoas que participaram do meu caminho de alguma forma. Desde os primeiros emails na lista Amigas do Parto (por que este desejo começou lá atrás com a minha indignação ao ler um relato da Roselene), passando pelos cursos e encontros, pelas reuniões do Gesta Maringá, pelas discussões na Mães Empoderadas e incentivos das MA's, pelos trabalhos de parto que acompanhei, sobretudo os particulares, por que pude ajudar a escrever estas histórias também.
Ao Caco, à Rebeca, à Ana Cris e à Socorro... nem tenho palavras.
À turminha da humanização que orientou, respondeu emails com dúvidas, apoiou minha decisão e minha parteira.
E claro, agradeço às minhas parteiras! Espero do fundo do coração, que elas tenham tomado um caminho sem volta!

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Fotos...

Do TP e do parto.
http://www.dendimim.com.br/pata/
Páginas feitas por Rebeca.

Dos primeiros dias.
http://picasaweb.google.com.br/pati.merlin

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24/07/08
Nasceu Luiza!




Luiza nasceu em casa, depois de dias em pródromos, sei lá quantas horas de TP latente, umas 8h de TP ativo. Saiu em três tempos, sem deixar nenhum rastro da sua passagem na minha "carne". Pequena (comparada com o irmão e diante do que se esperava sendo eu a mãe e Caco o pai), mediu 46cm e 3.055gr. Nasceu rosada e não chorou, só deu uma resmungadinha...rs
Veio pro meu colo e ali ficou até que nós decidíssemos que era hora de ela sair.
Deixou o pai em prantos, a doula e as parteiras em estado de alegria e comunhão (além de orgulhosas de sí mesmas, é claro), o irmão extasiado de tanta felicidade e a mãe... bem, a mãe dispensa comentários...rs
Tá aqui, até agora sem saber direito como definir o que sentiu, sente, pensa, quer, e viveu sem isso até agora...
Ela é a cara do Pedro quando nasceu e tão boazinha quanto ele. Mama e dorme, não necessariamente nesta ordem e até o choro dela é gostoso de ouvir...

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02/07/08
Essa é velha...

Mas esqueci de escrever.

-Mãe, olha... o carro da mãe do Rold é igual ao nosso, só que o deles é vermelho com poeira...

O nosso é um scort wagon bordô, o deles uma parati mais pro roxo, ambos tipo perua e o carro deles tava muito sujo de terra!

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30/06/08
Pedro e Luiza.

Pedro coloca a mão na minha barriga. Luiza dá dois chutes na mão dele.
Ele morre de rir, coisa mais rara é ela mexer pra ele...
-Deita mãe, deixa eu conversar de orelha com ela....

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27/06/08
Pedro foi ao museu...

O que tinha lá?
Caveira de dinossauro, bicho morto, um coração de baleia (área da biologia), uns carrinhos que andam sozinhos (área de física), foto de mulher gorda (deusas gregas)... e tinha também uns homens vestidos de roupa de macaco e o último tava de pé e pelado! Ahaha


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25/06/08
É o amooooooor!

-Mãe, a Tainá falou assim na minha orelha: Eu vou casar com você....


Que mexe com a minha cabeça e me deixa assiiiim....
-Quando eu crescer, eu vou pedir pro homem fazer uma roupa do homem aranha grande e eu vou subir em cima do prédio e a Tainá vai gritar: socooooorro!, e eu vou lá e salvo ela... E ela me dá um beijo....

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23/06/08
Curiosidades...

Pedro não gosta de água gelada.
Come qualquer prato que seja carregado no alho.
Não gosta de nada muito quente: chá, água do banho, comida.
Não pronuncia corretamente as sílabas complexas (BR/BL, PR/PL, FR/FL, VR/VL).
Chama carne de vaca de carne preta (os vegetarianos vão adorar esta definição... rs)
Toma leite de soja e afins, como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo.

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21/06/08
Coisas que a gente devia gravar pra mostrar pra ele depois...


Boné.
Outro dia ele foi com o Caco em um cliente, uma loja de roupa super badalada, totalmente modinha, sonho de consumo dos adolescentes...
A vendedora ficou insistindo pro Caco comprar um boné pro Pedro (coisa que ele nem usa) e ele disse:
-Eu não preciso, eu tenho um boné do frango e outro do Brasil...

Trabalho.
Ás vezes Pedro chora por que quer ir com o pai pra empresa e diz que quer trabalhar, que sabe e gosta muito! rs


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17/06/08
Nervosinho...

Caco demorou a voltar pra casa depois do trabalho e ia trazer a comida... Pedro com fome, perguntando toda hora, "cadê o pai?".
E quando ele chegou, levou a maior bronca:
-Não sabia que eu tava com fome, não?

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13/06/08
Administrando os sentimentos...

Nestes dias de privação, ele deve ter pensado muito sobre as coisas que faz e as reações que isso provoca na gente.
Ele:-Quando você vai me amar de novo?
Eu:- Que pergunta é essa? Eu nunca deixei de te amar, eu te amo desde sempre....
Ele:- Mas você tá brava comigo, por que eu desobedeci a professora, eu tô de castigo...
E lá fui explicar que focinho de porco não é tomada...

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11/06/08
Indisciplina.

Caco foi pegar Pedro na escola e voltou muito bravo. A professora deu um pega nos dois, por que o Pedro está muito indisciplinado na escola.
Resultado: o mocinho está de castigo, sem TV e sem brincar lá fora. De fato, ficou uns dias sem nem sair do quarto e no dia seguinte á bronca, não o levamos para a escola. Ele levou uns 3 ou 4 dias pra começar a melhorar e a conquistar o que tinha perdido...

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05/06/08
Inventando o que fazer...

Pedro adora pintar, vira e mexe a gente imprime uns desenhos de personagens pra ele colorir. A nova mania é pintar, recortar os desenhos em volta e colar num outro lugar (ele achou uma agendinha velha e sem uso aqui e tá se esbaldando).
Ele recorta muito bem!

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03/06/08
Que mãe desnaturada!

Esqueci que foi dia das mães... Ou melhor, lembrei no dia, claro! Esqueci de escrever sobre isso...rs
Passei o dia das mães longe do pimpolho, por que fui atender um trabalho de parto. Mas ganhei uma menininha pra fazer companhia pro Pedro....

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29/05/06
Grandão...

Como disse o tio Luiz: o mundo tá pequeno pra ele...


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28/05/08
Amigos.



Pedro e Luizinho brincando no dia do aniversário da minha mãe...


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26/05/08
Aniversário da vó Neide.

E ela está com a gente em casa!




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25/05/08
Batizado da Júlia.

Pedro matando a vontade de segurar a Júlia no colo!

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23/05/08
Dona Neide.

De manhã:
Caco: -Ô, Luiz, vai lá em casa segunda feira, é aniversário da Dona Neide.
Pedro: -Dona Neide? Quem é Dona Neide? - ele pergunta sem saber que a vó vai chegar no dia seguinte.
Caco: -Hummmm, ninguém. É a moça que vai lá em casa limpar.
Pedro se convence.

De noite:
Eu: -Pedro, sabe quem vem aqui em casa amanhã?
Pedro: - Quem?
Eu: -Adivinha!
Pedro: -A Dona Neide?
Eu: -rs. Quem é Dona Neide?
Pedro: -Sua mãe? - num misto de dúvida e desejo...
Eu: -Isso mesmo!
Pedro: -Ah! Eu sabia que meu pai tava me enganando!

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21/05/08
Passeio no parque.

Esqueci de contar... Expoingá, Pedro e o parque de diversões.
Tava LOTADO, maior passeio de doido! Mas o que a gente não faz pelos filhos?...rs
Detalhe: o menino estava todo durinho, por causa de um torcicolo!

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18/05/08
Bem influenciado por lindos vídeos de parto:


-Quando a Luiza nascer você vai estar perto de mim?
-Eu vou...
-E se ela chorar, Pedro, você vai conversar com ela pra ela ficar calminha?
-Os nenéns não choram quando nascem... Por que as mães pegam no colo!

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17/05/08
Quarto novo.

Em breve, fotos do quarto do moçoilo... Ainda falta uns detalhes...

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16/05/08
Na mesa do café da manhã...

-Eu quero que você tenha muitos filhos... Ah! Não dá, né? Não tem cadeira pra todo mundo tomar café com a gente!

Ufa! Escapei! rs

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15/05/08
Isabella.

-A gente nunca vai morar num apartamento, né? Pra ninguém me jogar lá de cima...

Infelizmente foi impossível deixar o menino alheio aos acontecimentos. E ele ficou muito interessado, intrigado, curioso. Elaborou as próprias teorias e definiu que um ladrão entrou no apartamento e usou as roupas do pai. Por que um pai não joga o filho pela janela...

Ô mundo cruel, esse o nosso...

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14/05/08
Despedida.

-Tchau, mãe. Me abraça e encosta a cabeça na minha barriga.
-Tchau, Luizinha. E beija a barriga.

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09/05/08
Preocupação com o futuro intelectual da irmã...

-No quarto da Luiza não tem livros... Quando ela crescer você vai comprar livros pra ela?

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02/05/08
Gírias?

Sempre que acha alguma coisa legal:
-Isso é muito massa!

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28/04/08
Família reunida.


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26/04/08
Dado demais pro meu gosto...

Pedro tem passado do limite com essa coisa de não ter vergonha de falar com as pessoas. Quando a gente vê ele está abordando QUALQUER UM pra falar de QUALQUER COISA, mas em geral pra se exibir, mostrar alguma coisa que tenha ganhado ou pra falar que foi em algum lugar legal (já que geralmente é quando a gente sai pra passear aos sábados).
Eu tenho receio de controlar demais esse comportamento e acabar travando o menino (se bem que acho praticamente impossível...rs).

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20/04/08
Pra que serve isso, mesmo?

Pedro sobe na balança da farmácia e diz que vai ver o tamanho do pé dele...rs

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17/04/08
Inocente...?

O Pedro tem um super amigo que é um ano mais velho e tem irmão, com uns 10 anos.

Não sei se é super proteção de mãe (já que eu não sou assim), mas eu tenho a nítida sensação de que o menino é muito mais malicioso que o Pedro e sacaneia ele pra xuxu... Ele fala de coisas que Pedro não conhece (Tropa de Elite, por exemplo), tem brincadeiras que eu considero inadequadas pra idade (quando Pedro vai na casa dele, volta falando SÓ em vídeo game), diminui o Pedro (chamando de bebezão e rindo dele, se ele chora... típico de irmão mais velho, não?) e ameaçando Pedro o tempo todo (se você não fizer o que eu quero, eu não sou mais seu amigo).

Eu sei que o Pedro não é flor que se cheire, ele tem umas maldadezinhas também, principalmente bater com força desmedida, já que é grandão. E essa coisa de não sou mais seu amigo, é normal também. Não é?

Caco acha que é bom ter um amigo mais espertinho, pra criança não crescer bobona. Mas eu não acho que o menino é esperto, eu acho que ele joga com a inocência do Pedro, que por sua vez tem medo de perder o amigo. Não tem um único dia que Pedro não diga: ele me bateu ou ele não quis brincar comigo ou ele disse que não é mais meu amigo.

Eu tenho vontade de ir conversar com a professora (eles são da mesma escola), pra saber se as coisas são como Pedro conta mesmo...

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15/04/08
Homem do lixo.

-Eu sonhei que o homem do lixo levantou no meio do lixo e veio: Uaááá! Pra cima de mim!

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13/04/08
Quem diria?

Fomos lanchar na casa da Fá e do Luiz. Renata e Wton também foram com a Júlia. Os dois, Pedro e Júlia, chegaram lá dormindo e assim ficaram a noite toda. Não pensei que isso aconteceria tão cedo: os 3 casais reunidos novamente, sem criança chorando ou correndo pela casa...rs

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12/04/08
Sobre a morte...

-Mãe, quando eu morrer eu não quero que me enterra...
-* S U S P I R O * ...Mas todas as coisas que morrem, são enterradas...
-Só que eu não quero que joga terra em cima de mim... Você me coloca numa caixinha?

Abracei muito!

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11/04/08
Pedro e o pé de feijão!

E na bagunça da comilança bovina, muitos feijões caíram pelo quintal, resultando numa mini plantação alguns dias depois...rs

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10/04/08
Meu filho é muito chique!

Sai até em site de jornal lá de Sta Catarina!

Matéria sobre o futuro gourmet, clique aqui!

Transcrevo o texto da Anacris aqui, por que tem gente com dificuldade pra acessar o link:



Há algum tempo a Patrícia, uma amiga minha, reclamou que achava um absurdo só haver panelinhas cor-de-rosa nas lojas de brinquedos. Ela queria dar de presente para o Pedro, filho dela, mas não encontrava nenhuma mais neutra e achava um exagero dar panelas femininas demais.

E vamos combinar, lógico que é! Se já existe preconceito quando um menino resolve brincar com "coisas de menina", imagina se essas coisas são pink, lilás, com flores e corações? É para todos os tios da família se juntarem e encherem o saco do moleque, que provavelmente não vai entender nadica de nada. Afinal, ele só queria fazer uma sopinha...

Sugeri para ela fazer o que eu fiz para a Cecília: ir numa loja popular e comprar panelinhas de alumínio ou esmaltadas. Para mexer, colheres de pau. Mas eu não precisava fazer isso, afinal tenho menina. Mas...
• Eu acho esses utensílios muito mais bonitos - os esmaltados têm cores lindas, nenhuma rosa.
• São bem mais duráveis que os de plástico. Bem mais duráveis mesmo!
• Mesmo que eles mexam com lama, é superfácil de lavar.
• E o mais importante de tudo: eles AMAM brincar com louças de verdade, mesmo que sejam só deles! Se sentem mais especiais.

A Patrícia adorou a idéia e - adivinhe - o Pedro mais ainda!!! Ele tem quatro anos e sabe qual foi a primeira coisa que fez com os brinquedos novos? Chamou o pai para brincar de restaurante. O pai escolhia o que queria e ele preparava. Muito longe da brincadeira de casinha, não é?

Na foto ali de cima ele está fazendo uma sopa deliciosa para... a vaca, que deve estar lambendo os beiços. Então, não é hora de acabar com preconceitos?

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09/04/08
Eita, que o tempo passou!

Eu estou meio perdida...rs
Luiza ta só crescendo na barriga, Pedro cada dia mais íntimo dela e cada dia mais pentelho e mal criado... Parece engraçado contando assim, mas não é!
Esta semana até que ele está melhor, por que na segunda ele levou uma baita bronca. Desta vez quem passou do limite fui eu!

Não sei o que aconteceu nesses dias, além do básico: palhaçadas dele, palavras engraçadas, sacadas, passeios, etc.

Ah! Estamos em reforma! Mexendo no quarto das crianças, pintando, reorganizando, vivendo no meio do caos! rs


Nossas coisas amontoadas na copa...

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19/03/08
Luiza.

Fizemos uma US hoje. Luiza está grande e linda! Cerca de 500gr e 27cm.
Vimos sua cabeça redonda, os pés, a mão grandona. Ela parece maior e mais bochechuda que o Pedro na mesma fase.
Não é à tôa que muitas mulheres adoram fazer US... É bom demais ver esse serzinho... rs

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18/03/08
Picuínha...

Voltamos de SP com muitas coisas pra Luiza. Pedro ganhou seus presentes mas não pôde deixar de cutucar:
- Luiiiiiiza.... eu ainda tenho mais roupa do que vocêêêê... rs

Não sei não... mas acho que ele está enganado...

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10/03/08
São Paulo.

Visitamos a Ágata e os dois se divertiram muito.



Fomos ao Zoológico com a vó Neide.

Visitamos a escola onde eu trabalhava e ele conheceu pessoas e ganhou presentes.

Fomos ao MC Donald's, passeamos no shopping, visitamos a tia Marina e o tio João.

Recebemos a Marcela e a Marina, a Cyntia e o Tinho, o Alê e a Elã, a Roberta, a Núbia e o Cris, a Jú e a Marta em casa. Todos levaram presentes pro Pedro e pra Luiza.

Adiantamos o almoço de Páscoa pra que Pedro e Ágata procurassem o coelho e os ovos juntos, foi muito fofo. Ela queria pegar as patinhas, nem deu bola pros ovinhos...rs

O tio Alê bombeiro, levou o Pedro pra conhecer o quartel da represa do Guarapiranga e ele AMOU a visita! Subiu no caminhões e jet sky, entrou nos barcos, fez a festa.



Ele e o pai foram na casa da vó Geni antes de voltarmos para casa e lá ele brincou um monte com os primos Willian e Wilson. Brincadeira de menino: voltou cheio de hematomas...rs

ps. Eu não sei que raios aconteceu com a minha câmera digital, mas quando eu estava baixando as fotos da cam pro PC, ela pifou e quando liguei de novo as fotos tinham sumido. A maioria das coisas que fizemos em SP ficou sem registro... infelizmente.



ps2. parece que o problema é no cartão de memória, mas eu ainda não consegui abrir pra ver se as fotos estão lá. Recuperei UMA foto da visita ao corpo de bombeiros...

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21/02/08
Aprendendo a curtir a irmã...

Tomei banho com ele e não sei por qual milagre ele tava quieto. Normalmente ele fica tagarelando e se mexendo, dançando, pulando, etc
Ele estava se ensaboando e eu, lavando o cabelo, comecei a cantar a musica da Luiza e ele, quieto. Quando chegou na parte: vem cá Luiza... Ele emendou: me dá sua mão....

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19/02/08
Exigências...

Ele chegou da escola, verde de fome. Aí comeu um monte de coisas às 17:30h. Eu não tinha feito janta, eu e Caco comemos fruta, fomos nos virando. Deu umas 20h e Pedro reclamou de fome. Ofereci macarrãozinho, miojo. Ele quis. Começou a comer e me solta essa:
-Ei... não dá pra gente ir comer em algum lugar? Uma comida bem gostosa? Esse macarrão tá muito ruim...

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16/02/08
Escrevendo...

Ele reconhece todas as letras, associando a mesma letra a mais de uma palavra, tipo: P de Pedro, de Patrica, de Piano, de Pipoca, etc.
Escreve o próprio nome, esboça os nossos e adora quando a gente escreve pra ele, fica passando a canetinha por cima, copiando...
Mas hoje ele veio perto de mim com uma revistinha de atividades que eu dei pra ele (mas com intuito de ter o que pintar só, por que ele adora) e tinha uma atividade assim: desenho de objeto e os quadradinhos correspondentes na frente, um pra cada letra, pra criança escrever o nome do objeto.
E ele escreveu:
(desenho) flor - F O O R
(desenho) ave - A R O (e leu: pássaro)

Pra quem quer entender como funciona a construção do pensamento nesta fase, clique aqui!

Nível 1- Hipótese Pré- Silábica
A criança:
- não estabelece vínculo entre a fala e a escrita;
-supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou de representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever;
-demonstra intenção de escrever através de traçado linear com formas diferentes;
-supõe que a escrita representa o nome dos objetos e não os objetos;coisas grandes devem ter nomes grandes, coisa pequenas devem ter nomes pequenos;
-usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra;
-pode conhecer ou não os sons de algumas letras ou de todas elas;
-faz registros diferentes entre palavras modificando a quantidade e a posição e fazendo variações nos caracteres;
-caracteriza uma palavra com uma letra inicial;
-tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever;
-supõe que para algo poder ser lido precisa ter no mínimo de duas a quatro grafias, geralmente três( hipóteses da quantidade mínima de caracteres);supõe que para algo poder ser lido precisa ter grafias variadas (hipótese da variedade de caracteres)
Desafio: Qual é o significado dos sinais escritos?

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15/02/08
Esse portão é muito marrom...


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12/02/08
Ah, esses termos...

Coloquei chocolate (nutela) no pão pra ele e deixei ele passar sozinho.
-Mãe: você é gentil da parte, né? Você até faz as coisas que eu quero...

ahahaha
Muito gentil da sua parte, foi ótimo!

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11/02/08
Mico na volta às aulas!

No começo do mês de janeiro, eu liguei na escola e perguntei quando as aulas começavam. Disseram 11 de fevereiro. Pois Pedro estava numa angústia sem fim pra que chegasse o dia e quando chegou, ele mal conseguia terminar uma tarefa sem pensar que depois da próxima estava mais perto da hora de ir pra escola.

Acordou, trocou de roupa, tomou café, brincou, assistiu desenho, tomou banho, almoçou, colocou uniforme, mochila nova, etc. E eis que quando chegamos na porta da escola: fechada! E um comunicado na porta: volta ás aulas – dia 12/02/2008.


Detalhe na bermuda curta, que mais parece short!

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Sobre o Pedro
* Pedro Merlin Ferraz é filho de Patricia e Carlos.
* Nasceu às 6h, do dia 09/12/2003, de uma cesárea desnecessária que levou a mãe a descobrir sua vocação.
* Foi amamentado por 2 anos e 2 meses.
* Chama a atenção pelo seu tamanhão.
* Tem alergia à lactose.
* É viciado em desenho, televisão e afins.
* É ultra comunicativo, não tem medo de se expôr.
* Adora bichos e bebês.
* Ama a escola e principalmente atividades matemáticas.

Fotos do Pedro.
Da gravidez até 7 meses.
De 8 a 15 meses.
De 16 a 23 meses.
De 24 a 35 meses.
De 36 a 48 meses.

Amigos do Pedro.
Breno e Alice da Rebeca
Luiza da Flávia
Luísa e Marina da Carla

Antigo Livro de Visitas.
Leia.

Pati Merlin
é doula, faz arte, apóia a amamentação e compartilha receitas

Créditos
Lay Out by Pati Merlin e Rebeca
BG Cia dos Scraps / Separador CalicosDesigns


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